a Bombinhas em Foco ( 18/12/2017 ) a

Águas-vivas chegam mais cedo ao Litoral de SC

Mayara de Oliveira Pedro, 19 anos, ainda lembra o susto que levou ao sair do mar da Praia de Zimbros, em Bombinhas, há três anos. Um vermelhidão tomou conta da barriga e não demorou muito para a estudante ter náuseas.

— Minha mãe me levou até o Pronto Socorro e só lá a gente descobriu que o problema foi causado por uma água-viva. Na hora não senti nada, só depois que saí do mar — relembra.

A chegada das águas-vivas varia a cada temporada. Este ano, porém, a Epagri/Ciram alerta que os organismos chegaram as praias catarinenses antes do início da estação, que começa dia 21. Os invertebrados da família dos cnidários vieram atraídos pelas águas quentes do Litoral Norte. O vento e as correntes marítimas também favoreceram o aparecimento da espécie.

— Não existe uma praia específica ou preferida. Todo o litoral de Santa Catarina pode ter águas-vivas. Na região de Florianópolis, elas já apareceram. Há pouco mais de uma semana, em Itapema, havia também um tapete de águas-vivas menores, elas tinham aproximadamente um centímetro de diâmetro. Esta quantidade e tamanho nos sugere a reprodução da espécie, em evidência no verão — fala o oceanólogo da Epagri/Ciram, Argeu Vanz.

Vanz explica que a grande preocupação em relação às águas-vivas é com as crianças. O formato, semelhante ao de um balão de ar, faz despertar a curiosidade dos pequenos, que acabam querendo tocar o organismo ou segurá-lo na mão. Outro fator que faz aumentar a quantidade de acidentes envolvendo águas-vivas é a composição corporal do invertebrado. A espécie é formada mais de 95% por água, o que a torna praticamente invisível no mar.

— A gente sempre orienta os banhistas a observar o mar, não entrar correndo. A dica também é perguntar aos outros frequentadores da praia se houve recente incidência de águas-vivas naquele local. Isso é importante porque a espécie nunca aparece sozinha. Elas se reúnem para a reprodução — explica o oceanólogo.

COMO AGIR

Sintomas
- Em contato com a pele, as águas-vivas causam linhas avermelhadas ou arredondadas, que provocam uma dor ardida.
- Ao contrário do que muitos imaginam, a água-viva não queima, e sim envenena
- Em casos mais graves, o contato com a água-viva pode causar náuseas, pressão baixa e dor de cabeça

O que fazer
- Lave o local atingido com água do mar gelada
- Faça compressas ou banhos de vinagre. Isso inativa as toxinas e alivia a ardência
- Nos casos graves ou quando ardência for intensa demais, a orientação é procurar um médico

O que não fazer
- Usar água doce para lavar a área do corpo atingida ativa ainda mais as toxinas que causam o envenenamento
Fonte: André Luiz Rossetto, médico dermatologista e professor da Univali



Fonte: DIÁRIO CATARINENSE (Florianópolis – SC)

 

 

 

 

 

 

banner

Copyright © 2007 Todos os Direitos Reservados - Fazendo Site